Ontem, fez exatamente um ano do meu primeiro trabalho fojornalístico divulgado em um grande site e outros meios de comunicação.
Hoje em dia é fácil dizer … “ah, normal, qualquer um pode mandar fotos para um site de jornalismo”, concordo! Grandes empresas de hoje abusam deste fato para conseguir fotos e matérias de graça, o pior, péssimas fotos!
Eu era de outra área e decidi dar voz ao meu gosto pela fotografia em 2009. O Caminho não foi muito fácil, primeiros 6 meses de dificuldades e incertezas de trocar de emprego, estabilidade financeira e etc. Graças a Deus, 20 dias depois consegui meu emprego fixo de fotógrafo em um órgão público. Continuo no início, no início do aprendizado.
Fazer fotos de eventos é fácil, tudo planejadinho, tempo para pensar, fazer as fotos e tal. É completamente diferente do meu caso de, ser acordado as 6h45 da manhã de uma segunda-feira e receber o aviso do desaparecimento de uma aeronave. Essa história vocês conhecem, o trágico desaparecimento do Voo AF447 da Air France.
Basicamente, minha história com o fotojornalismo começou neste dia, um turbilhão de emoções pois eu estava na minha primeira pauta, acompanhando o desespero dos familiares das vitmas. Conheci naquele dia grandes ícones do fotojornalismo. Foram quase 15h de trabalho.
Lógico que não foi assim, do nada. Tive a ajuda de importantes pessoas nesse caminho e também uma preparação para entrar nesse mercado. É triste ver hoje que qualquer um, com uma máquina “boazinha” vira fotojornalista.
Lembro que para entrar na agência que me indicou essa pauta tive que: 1 – Ser indicado por alguém que já prestava serviços para ela, 2 – O Editor do RJ analisou minhas fotos na Web, 3 – Tive que preencher um cadastro pesado com informações minhas, 3 – A Editoria de SP viu novamente minhas fotos e me ligou, 4 – Perguntou várias vezes o meu tipo de mercado, equipamento, o que eu queria com a fotografia, meus objetivos, planos, 5 – dai sim, recebi um contrato, assinei e enviei para eles, 6 – Pediram para eu adquirir um rádio e internet 3G!!!
Hoje, mande um email, receba o contrato, vá para a rua … só isso. Nada de Registros, cursos, análise de material e tal. Fico assustado como mudou tanto assim em apenas um ano! Vejo, ao mesmo tempo a queda de qualidade do material fotojornalístico. Poucos profissionais tem um ótimo trabalho (não vou citar nomes para não levantar uma grande discussão) e essa profissão está começando a banalizar, infelizmente.
Bem, vou fazendo meu caminho, nesse ano muita coisa aconteceu. Acompanhei grandes alegrias, algumas tragédias, o que vale é a experiência e a felicidade de ter todo mês, o sustento garantido vivendo do que eu realmente gosto. Trabalho fim-de-semana sem reclamar, acordo cedo sem problemas (só para trabalhar), fico muito cansado, aturo gente chata… No final do dia, durmo tranqüilamente pois fiz o que gosto e sou feliz por isso.
Quero Agradecer:
a Deus, e pedir que continue iluminando meu caminho na fotografia.
Érica Codeço, por me incentivar e dar forças, todos os dias, sem exceção! E também tentar me convencer que sou um bom fotógrafo.
Caio Amy, por acreditar nas minhas loucuras e me acompanhar nessa nova profissão. Esse é quase um irmão pois os fatos na nossa profissão ocorrem quase ao mesmo tempo (vários exemplos, depois comento) e, sempre que possível estamos juntos nas pautas. Valeu mesmo.
A minha família que me vê basicamente na hora de dormir!!!
Então fica o registro: http://noticias.terra.com.br/interna/0,,OI3798579-EI13949,00.html.
Se tiver paciência, procure no álbum, tem mais três fotos minhas lá!!!